08 de Abril de 2016

Nem só de mudanças é feito o mercado de trabalho. Retenha seus talentos

Um dos artigos de maior repercussão recentemente publicado aqui falava sobre os “job jumpers” e as vantagens de ter um colaborador que troca com frequência de emprego. Hoje o assunto é o extremo oposto, a tarefa de manter um bom funcionário por muitos anos na mesma empresa.

Há algumas décadas a estabilidade no emprego era mais importante do que almejar um plano de carreira. Sabendo que os cargos executivos não são para todos a maioria dos trabalhadores se contentava em ter um bom emprego e manter esse posto. Contudo, as novas gerações chegam ao mercado de trabalho atualmente com outra visão e ambições, sabem que desempenhando um bom trabalho terão oportunidades de desenvolvimento na carreira, mesmo porque atualmente o número de empresas e corporações é muito superior do que passado e existem inclusive oportunidades internacionais que antes não eram acessíveis.

Entre esses dois perfis está o profissional que almeja uma carreira, se interessa pela capacitação constante e que ainda assim se sente estimulado pela segurança de trabalhar na mesma empresa por muitos anos. Ele se orgulha de ter uma carteira de trabalho assinada há bastante tempo e pretende continuar assim, mas até quando essa relação é saudável para empresa e colaborador?

Trabalho duplo

Manter a qualidade e o crescimento dos negócios é uma via de mão dupla. A empresa precisa oferecer vantagens ao profissional e o ele, por sua vez, deve reverter os resultados esperados. Quando o colaborador para de aprender e de ter oportunidades ele para também de contribuir com o desenvolvimento de novos projetos e a partir deste ponto a relação de trabalho começa a ficar prejudicada.

Um funcionário de muito tempo carrega diferenciais valiosos para a organização. Ele conhece profundamente a cultura da empresa e pode ajudar os demais colegas e gestores na implantação de melhorias e inovação, ele conhece também o mercado em que a empresa atua, os clientes, ambientes de negócio e a concorrência. É bastante vantajoso manter esse talento na empresa, afinal boa parte do conhecimento está com ele.

Estímulo constante

Enquanto esse funcionário tiver espaço para crescer ou liberdade para atuar ele continuará contribuindo, o perigo de perdê-lo para outra corporação, ou para a acomodação, chega quando ele não é mais valorizado ou não sente mais o mesmo estímulo que o fez chegar até este ponto.

Reconhecimento nem sempre vem apenas pelo lado financeiro, falamos disso em outro artigo do blog Présumé. Os gestores precisam ter olhos para dentro da sua estrutura, não apenas almejar ganhar os clientes externos, lembrar que os recursos humanos são um capital inestimável para a saúde da empresa e buscar alinhamento com o mercado para não perder seus funcionários de confiança. Não dê lugar para a zona de conforto e para a insatisfação que pode ser evitada. Numa relação vantajosa sempre haverá benefícios para os envolvidos, então valorize o colaborador que escolheu dedicar a maior parte da sua vida profissional ao seu negócio e o capacite para continuar em pleno desenvolvimento.