03 de Fevereiro de 2016

Inteligência emocional na prática: 3 passos para desenvolver essa habilidade

Se habilidades e competências fossem produtos e você pudesse comprar para evoluir em sua carreira profissional qual você escolheria: inteligência ou capacidade de lidar com as emoções?

Estudos no campo da psicologia e ambiente corporativo revelam que o Quociente Emocional (QE) supera o Quociente de Inteligência (QI) entre profissionais bem sucedidos. De acordo com uma pesquisa feita pela TalentSmart, consultoria norte-americana do ramo, 90% dos colaboradores melhor avaliados por seus empregadores demonstram boa gestão de suas emoções. No entanto, apenas 20% dos colaboradores com desempenho superior à média apresentam a mesma habilidade, o que confirma a superioridade da Inteligência Emocional (IE) como diferencial.

A pessoa que possui boa inteligência emocional consegue se conhecer e entender melhor o que outras pessoas estão sentido. A partir disso fica mais fácil se encontrar no que diz respeito a aspectos profissionais e ter mais sucesso e satisfação com seu trabalho. É um exercício para quem exerce autocrítica, reflexão e empatia. Ativar o QE permite aprimorar a interação social, tomar melhores decisões e, consecutivamente, evoluir pessoalmente e profissionalmente.

E como desenvolver essas habilidades para conquistar o sucesso? Os especialistas apontam que, em primeiro lugar, não se trata de eliminar ou reprimir as emoções, o ponto chave da IE está em entender e controlar as emoções, criando uma linha de raciocínio equilibrada e benéfica para si e também para quem o cerca.

Acompanhe 3 passos práticos para desenvolver essas habilidades:

  • Aprenda a se conhecer: Se você deseja melhorar seu comportamento e conquistar resultados até então não alcançados o primeiro passo é buscar o autoconhecimento. Essa prática se baseia em investigar suas ações e reações e analisar o que pode ser melhorado. Lembre de casos em que você agiu totalmente dominado pelas emoções e tente entender como você reage em cada situação, o que sente e como poderia agir de outra forma, caso perceba que precisa mudar. Seja bastante sincero consigo na busca por essas respostas, você poderá encontrar emoções negativas que vive no trabalho e está levando para todas esferas da sua vida, por isso encare e transforme sua maneira de agir nas situações que motivam as emoções desequilibradas.

  • Pratique o Autocontrole: Vencida a etapa de conhecer melhor suas reações às emoções chega a parte de controlar os impulsos. O segredo é ter flexibilidade nos momentos de pressão. Antes de ter uma reação explosiva avalie as consequências que isso pode ter para as pessoas envolvidas. Se você já conhece as rotinas que desafiam suas emoções, prepare-se para elas anteriormente. Será necessário se adaptar às diversas situações que surgem no cotidiano. Somente com a mudança de comportamento será possível atingir os objetivos desejados.

  • Tenha interesse pelas outras pessoas: Entender como as pessoas próximas se sentem e se comportam ajuda a aumentar sua Inteligência Emocional. Como precisamos do outro para realizar um bom trabalho e para conquistar resultados que ajudem na busca de determinado objetivo, a postura mais adequada é a de cooperação. Do mesmo jeito, na vida pessoal, saber como as pessoas que estão ao redor se sentem faz com que os relacionamentos se fortifiquem. Uma forma de conhecer bem as outras pessoas é listar qualidades, talentos, padrões de comportamento e dificuldades. Avalie se seu julgamento interno não passa de uma ideia preconcebida e aproveite o momento para eliminar os preconceitos e ser mais sensível no trato com os outros.

Essas dicas para desenvolver a Inteligência Emocional são válidas para todas as pessoas, principalmente para líderes. A Sociedade Brasileira de Inteligência Emocional (SBie) é uma das instituições que oferece dicas e treinamentos aprofundados sobre o assunto, e pode ser uma boa fonte de pesquisa para quem desejar desenvolver melhor essa área. Pode não ser simples encontrar um momento para iniciar essas análises e novas práticas, mas é exatamente por não ser algo natural para todas as pessoas que se torna um diferencial para quem desenvolve esse comportamento.

Muitos recrutadores estão em busca de colaboradores que tenham bom quociente emocional, mas não podem esquecer de também desenvolver essas habilidade para tornar o trabalho dentro da empresa cada vez melhor. Compartilhe suas experiências com a gente, os resultados da pesquisa são compatíveis com a realidade da empresa onde trabalha? Deixe seu comentário e acompanhe nossos artigos sobre gestão e desenvolvimento profissional.

Escrito por Présumé